"A delicadeza é sempre uma inimiga da arte. Quem se preocupa com o que pensam os vizinhos, os críticos e os censores, não criará jamais um trabalho que desafie as restrições do consciente e mergulhe no mundo dos sonhos. A arte verdadeira deve ser produto de uma criatividade desembaraçada. Somente liberto das inibições, o artista pode sondar as profundezas do inconsciente e sentir-se livre para expressar o "universal" presente em todos os seres humanos." - Margaret Mead

domingo, 3 de junho de 2012

Piola - Campinas

Conheci, gostei, e voltarei sempre!
Trilha musical pop, black music, rock e MPB, embala o ambiente 
decorado com mesas em tons verde/lilás que, 
harmoniosamente, combinam com o prédio rústico, centenário.


O cardápio é excelente, incluindo focaccia, pizzas deliciosas e 
outros pratos italianos. A batida feita com lima da pérsia é divina! 
Agora, só me resta saber, o que funcionava naquele prédio nos 
velhos tempos, pois o lugar é super acolhedor! 


Coisas de uma típica canceriana que adora o passado...;)


Rua Ferreira Penteado 1463, Cambuí, Campinas/SP






 

"Cada momento é de ouro se o soubermos reconhecer como tal" 
                                                                 
                          Henry Miller 


          



                                                          

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Moldura antiga, um belo achado!

Há 02 anos venho encontrando e reciclando muitas peças. Nada complicado, pois aonde vou, dou de cara com coisas legais, é algo muito engraçado! 


Como tive a sorte de encontrar tudo com facilidade, posso dizer que durante esse período redecorei o meu apê por inteiro, doei algumas peças para meu vizinho, presenteei familiares, e ainda tenho um estoque guardado para ser reciclado. Mas sem cogitação para comercializar nada. Din din é bom, reconheço, mas não quero fazer nada por obrigação. No meu caso, o tesão é criar por hobby mesmo.


Portanto, fechei os meus olhos diante dos cacarecos que vejo ultimamente por aí, porque é fato que os vejo, eles me seguem!(rs) Mas como não sou trouxa, dependendo da peça, resgato. E, para minha surpresa, ontem, encontrei essa linda moldura antiga, anos 30/40, estrebuchada num canto da calçada à espera do caminhão de lixo.







Ano passado, encontrei uma moldura do mesmo tipo, porém menor, com a  imagem de Cristo, essa aqui, logo abaixo: 



Dei apenas um leve up na peça, pois não queria que perdesse o ar antigo, próprio da ação do tempo...

Inclusive a própria gravura que estampava a imagem de Jesus encontrava-se envelhecida e assim ficou. Tá, levei para meu Cantinho Barroco e fui pesquisar a respeito. É uma moldura bastante requisitada pelo pessoal que curte antiguidades, e o seu valor é de R$ 250,00 a R$ 400,00 dependendo do tamanho.
 O que farei com essa que encontrei ontem? Receberá um leve up, uma gravura de teor indefinido ainda, e o vidro, pois não desejo espelhá-la. 

Thank God!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fotografar

 

Véi, na boa!

Proposta legal, peça caprichada, peça pronta, é hora de fotografá- la! 
Parece tudo muito simples nesta hora, mas não é, pois a foto da peça feita por você, pode ou não detonar todo o seu trabalho, portanto, na dúvida, não publique nada.


Pois, dependendo da qualidade das fotos, sinto muito, por mais que você tenha caprichado/pensado em tudo, um simples clic arrasará a produção de dias, talvez semanas! 


Sim, nenhuma artesã/artista plástica (o) precisa ser uma fotógrafa(o) profissional, mas é necessário ter no mínimo uma máquina legal e aprender algumas macetes que existem na área. 
Felizmente, a maioria dos blogs que visito, as artesãs fotografam muito bem suas peças, porque as imagens postadas de outros espaços, claro, não conta. 


Mostrando assim que a preocupação não encontra-se limitada somente na criação das peças, na beleza/organização do blog entre outros pormenores que as mesmas consideram importantes. O fato é que também dedicam o seu tempo no capricho/atenção das fotos que publicam.


Achei interessante salientar esse assunto no meu espaço, afinal, é por meio das fotos que a gente também expõem nossos trabalhos e visualiza outros. Na dúvida o jeito é não postar nada e tentar tudo novamente, vez após vez, afinal, é errando que a gente aprende e acerta, não é verdade? 


Nadja P.


"É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer"


Aristóteles

Campos de lavanda


Juro, penso que não exista nada mais belo do que os campos floridos de lavanda!
Jesus disse: "Olhai os lírios dos campos..."
Mas vou desobedecê-lo e admirar, sim, os campos de lavanda!(rs) 















  
  
"Deus fez o campo, e o homem fez a cidade" 

 William Cowper

terça-feira, 29 de maio de 2012

Velhos jardins

Jardim

"...Não chamei paisagista. Paisagistas são especialistas em jardins bonitos. Mas não era isto que eu queria. Queria um jardim que falasse. Pois você não sabe que os jardins falam? Quem diz isto é o Guimarães Rosa: "São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam..."

É preciso ter saudades para saber. Somente quem tem saudades entende os recados dos jardins. Não chamei um paisagista porque, por competente que fosse, ele não podia ouvir os recados que eu ouvia. As saudades dele não eram as saudades minhas. Até que ele poderia fazer um jardim mais bonito que o meu.

Paisagistas são especialistas em estética: tomam as cores e as formas e constroem cenários com as plantas no espaço exterior. A natureza revela então a sua exuberância num desperdício que transborda em variações que não se esgotam nunca, em perfumes que penetram o corpo por canais invisíveis, em ruídos de fontes ou folhas...
O jardim é um agrado no corpo. Nele a natureza se revela amante... E como é bom!


Mas não era bem isto que eu queria. Queria o jardim dos meus sonhos, aquele que existia dentro de mim como saudade. O que eu buscava não era a estética dos espaços de fora; era a poética dos espaços de dentro..."

Rubem Alves





Graças a Deus sou do tempo em que a maioria das residências tinham um jardim!
Ninguém buscava os conselhos de paisagistas, aliás, nem me lembro de ouvir esse nome, mas sei que as mulheres trocavam dicas entre si, por exemplo, como cuidar bem de suas plantinhas.

Plantinhas que cresciam maravilhosamente no meio de uma  considerável quantidade de espécies que iam desde rosas, margaridas, dálias, cravos, girassol e até outras que, agora, os nomes fugiram de minha memória.
Era atudo lindo e simples ao mesmo tempo! 

Algumas espécies por conta do tamanho do caule necessitavam de apoio, logo, um cabo de vassoura resolvia o problema, quem sabe até um pedaço de bambu amarrado com uma tirinha de pano colorida.
A conversa das donas de casa com relação aos seus jardins era prazerosa também! Elas tinham orgulho de suas plantinhas e não mediam esforços para explicar como tratavam-nas diariamente.

A troca de mudinhas era algo comum."Fulana" não tinha determinada mudinha, então pedia à vizinha que repassava-a e vice-versa. No final das contas, os jardins da rua inteira tinham as mesmas espécies de flores e plantas.

Muro baixo, cada jardim atraía a atenção de quem passava na calçada, alguns paravam para admirar, elogiar e... pedir uma mudinha. 
Eu como uma criança curiosa, sempre arriscava a pegar uma florzinha que escapava pelos vãos das grades.
A desculpa?
Levar para santinha.
Esses eram os jardins de minha infância dos quais nunca esqueci! Nem fotos consigo encontrar mais.


"O tempo é algo que não volta atrás portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe mande flores" 


 Willian Shakespeare

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Vaso de cerâmica in natura

Certa vez o costureiro/apresentador Clodovil afirmou no seu programa, A Casa É Sua! - Rede TV, que havia brigado com seu caseiro. Motivo: O homem havia pintado todos os vasos de cerâmica que havia no seu jardim, em Ubatuba/SP, eliminando o musgo e os sinais provocados pela ação do tempo.


Furioso, Clodovil pediu que retirasse toda a tinta e o jeito foi o caseiro lavar os vasinhos (rs). Nunca me esqueci desse relato e quando vi o vaso de cerâmica, abaixo, vibrei! Do jeito que encontrei a peça, preservei-a.

























Pois, hoje tenho uma visão diferente, baseada no conceito Wabi Sabi, que valoriza as coisas imperfeitas/incompletas, justamente, detalhes que são encarados como - "defeitos de fabricação" - por conta de uma visão estética diferente, pontuada somente na perfeição.


Wabi Sabi é um conceito bem diferente do relaxo, descaso, que fique bem claro, tá? ;)


"Todas as coisas são impermanentes
 Todas as coisas são imperfeitas
 Todas as coisas são incompletas


 Daí olhar para elas de um modo Wabi Sabi é ver:


- A beleza que existe naquilo que tem as marcas do tempo (a velha cadeira de balanço com sua pintura já gasta tomando o solzinho que entra pela janela é wabi sabi)


- A beleza do que é humilde e simples (em vez de sofisticado e cheio de ornamentos inúteis)


 - A beleza dos materiais que ainda guardam em si a natureza (wabi sabi é definitivamente papel, algodão, velhos e nobres tecidos, nada de plástico)


- A beleza da mudança das estações (que tal experimentar descobrir os primeiros verdes fresquinhos e brilhantes que anunciam a primavera?)


 - A Arte da Imperfeição é ver a vida com a tranquilidade de quem sabe que a busca da perfeição exaure nossas forças e corrói nossas pequenas alegrias. Porque, como disse Thomas Moore, a perfeição pertence a um mundo imaginário.


  No nosso mundo de verdade, aqui e agora, que tal abrir os olhos para o estilo Wabi Sabi?"


  Adília Bellotti