Casa mimosa, casa gostosa, casa singela,
casa mimosa...
Continuação do Passeio Fotográfico
Bora pra estrada novamente com poeirão e tudo!
"Poeira entra nos meus olhos, não fico zangado não, pois sei que quando eu morrer, meu corpo irá para o chão...."
Sérgio Reis - Poeira
Sim, existem belezas em todos os lugares e cantinhos, eis a verdade!
Cantinhos cobertos por poeirão, mato alto, asfalto, calçada, rio, mar, não importa.
Não desprezo nada, absolutamente nada.
Porque se existem lugares e cantinhos por aí, sem dúvida, haverá uma bela imagem a ser captada.
Sousas e Joaquim Egídio, por exemplo, são dois mimosos distritos de Campinas/SP.
Ambos colados um no outro e juntos grudados com Campinas.
Meu velho pai que passou uma pequena parte de sua infância aqui, contava suas histórias a respeito da "caipirada" - como costumavam chamar o povo de Sousas e Joaquim Egídio.
Hoje a caipirada foi substituída por campineiros e paulistanos que visitam ou
mudaram-se pra cá.
Ares rurais...
Alguns fatores contribuíram para esses distritos ficarem intactos diante do progresso e de sua modernidade.
O relevo acidentado, a vocação rural, o valor das terras, enfim, esses lances preservaram a
cultura caipira.
A população local foi formada inicialmente por imigrantes italianos, descendentes de escravos, vindos das fazendas de café e também por migrantes mineiros e paranaenses.
Por isso a sensação de estarmos numa cidadezinha mineira, entendem?
Hoje ambas são voltadas ao circuito gastronômico.
Antigamente os vidros ficavam para o lado de fora...
Era uma boa ideia, sem dúvida!
A janela ganhava um ar romântico, bonito!
As portas eram enormes e pesadíssimas!
As maçanetas também.
Rio, aonde???
Sim, pelo distrito de Sousas passa o Rio Atibaia, minha gente!
ARTES/ ARTEIRA
Era hábito posicionar-se na frente da casa ou ficar debruçada na janela, observando o movimento das pessoas, porque automóveis?
Vixe, dava pra contar nos dedos!
Um fuxico gostoso sempre saía a respeito da vida alheia, algo natural que o ser humano tende a fingir que não faz...
- Olha a Candinha com seu novo namorado!
Essa menina não toma jeito...
- Cuide de sua vida, Marocas!
Aliás, quem é o novo namorado de Candinha?
- É um rapaz que mora na capital e ainda se diz artista. Um vagabundo galanteador...
Já, as solteironas nunca perderam a esperança!
ESPERANÇA que GENTILEZA cultiva com as pessoas todos os dias, acreditando que elas possam vir a ser gentis um dia!
Ah, as flores e plantas também fizeram parte do belo cenário!
Observar a casa alheia também é hábito de fotógrafo...
Como resistir essas belezas feitas por Deus e cultivadas por humanos sensíveis?
Janelas e portas antigas, uma de minhas paixões!
Essa janela é tão grande que seu comprimento quase chega à calçada. A porta com vidros aparente é um charme!
Também gosto dos Sinos... O badalar é um som que me traz paz e uma saudade não sei de quê...
As igrejinhas antigas sempre fazem parte do contexto histórico.
Essa parece cenário de novela, de tão pequena e mimosa.
Casas antigas...
Que graça possuem!
Uma graça que o tempo não apaga, mesmo que estejam caindo aos pedaços.
Naquele tempo havia um cuidado nos
detalhes arquitetônicos que faziam a diferença!
Não, não é exatamente o número da residência, mas a data de sua construção, costume da época.
Mais uma vez, o detalhe dos vidros da porta...
Até o instrumento para indicar a direção do vento é uma belezinha!
No meio de tudo, a plantinha nasceu no beiral da velha casa...
E assim a tarde de domingo passado foi embora, deixando pra trás um céu azul com nuvens brancas, levemente acinzentadas, e as belas flores do Ipê rosa.
Os pássaros já sabendo que o dia se encerrava, trataram de agradecer a Deus por mais esse belo momento...
Belo domingo finalizado com um entardecer, daqueles que deixa a gente arrepiada diante do poder de Deus.
Sim, o dia começou com um céu
"xoxo acinzentado" e terminou com um céu espetacularmente cinza e iluminado!
Bora de volta ao lar!
Valeu, Thank God!
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Viva a Primavera!





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